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Elaborado pelo Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano & a Equipa de Género do PNUD

MENSAGENS - CHAVE

● Enquanto a crise da COVID-19 afecta toda a gente, as mulheres e raparigas estão a ser afectadas de forma desproporcionada em todas as dimensões sociais, económicas e políticas. A pandemia está a exacerbar as desigualdades de género existentes, com disparidades observadas na saúde e educação, no trabalho não remunerado de prestação de cuidados e nas taxas crescentes de violência baseada no género.

● O PNUD está a lançar dois novos paineis de controlo, com dados relativos a 189 países, que ilustram as crescentes desigualdades do género durante a crise da COVID-19:

  Painel 1 "Capacidades em risco" apresenta um conjunto de indicadores sobre crises e riscos enfrentados por mulheres e raparigas, incluindo dimensões de saúde e económica.

 Painel 2 "Espaço seguro, trabalho equilibrado e agência" fornece dados sobre espaço seguro, trabalho de cuidados equilibrados e agência de mulheres e raparigas.

● Para uma resposta eficaz da COVID-19, é necessário reconhecer e integrar plenamente as considerações sobre género. Sem dados desagregados por género, deixamos as pistas da COVID-19 sobre a mesa:

SAÚDE

●       Nos países de desenvolvimento humano médio e baixo a percentagem de mulheres casadas ou em idade reprodutiva que usam contraceptivos permanece inferior a 55 por cento.

●       O desvio de recursos de saúde para lidar com a pandemia pode limitar o acesso a outros serviços de saúde críticos para as mulheres e raparigas,afectando negativamente a saúde das mulheres. Em países de rendimento baixo e médio, espera-se que 47 milhões de mulheres percam o acesso regular a contraceptivos modernos devido à pandemia COVID-19 se os serviços de planeamento familiar forem encerrados durante 6 meses (UNFPA). Esta redistribuição de recursos e prioridades poderá também levar a um aumento da mortalidade e morbilidade materna, gravidezes adolescentes, e VIH e doenças sexualmente transmissíveis. Crises sanitárias anteriores como o vírus Ébola e os surtos do vírus Zika forneceram provas para este efeito.

●       As gravidezes na  adolescência  já são superiores a 30 nascimentos por 1.000 mulheres com idades compreendidas entre os 15-19 anos para países de desenvolvimento humano alto e médio, e superiores a 100 nascimentos por 1.000 mulheres com idades compreendidas entre os 15-19 anos para países de baixo desenvolvimento humano.

●       As mulheres estão na linha da frente da resposta à COVID-19. Nos grupos de muito alto, alto e médio desenvolvimento humano, as mulheres constituem mais de 85% do pessoal de enfermagem e quase metade dos médicos de todos os grupos, excepto nos países com baixo desenvolvimento humano. 

ECONOMIA

●       Mais de 70% das mulheres estão em empregos informais nas economias em desenvolvimento, sem acesso a protecção contra despedimentos, licença por doença paga, e outros direitos dos trabalhadores.

SEGURANÇA ALIMENTAR

●       Espera-se que a pandemia duplique o número de pessoas que enfrentam crises alimentares (PAM). As mulheres e raparigas estão especialmente em risco, uma vez que em tempos de crise as mulheres tendem a comer menos para sustentar as crianças e outros membros da família.

TRABALHOS SOBRE CUIDADOS

●       Segundo a Organização Mundial do Trabalho, as mulheres gastam, em média,  3,2 horas por dia mais em cuidados não remunerados e trabalho doméstico do que os homens. Com as medidas de quarentena, a carga de trabalho no cuidado de crianças, doentes e idosos, bem como nas tarefas domésticas, irá provavelmente aumentar.

EDUCAÇÃO

●       Para muitas raparigas em países de baixos rendimentos, o acesso à educação já era um desafio antes da pandemia. A média de anos de escolaridade das raparigas nos países de desenvolvimento humano médio é de 5, enquanto que para os países de baixo desenvolvimento humano mal chega aos 4.

●       O encerramento das escolas pode alargar a ruptura digital do género devido a um acesso desigual à internet e às tecnologias. A percentagem média de utilizadores femininos da internet é inferior a 30% para países com desenvolvimento humano médio ou baixo.

VIOLÊNCIA  DO GÉNERO

●       243 milhões de mulheres e raparigas em todo o mundo foram sujeitas a violência sexual e/ou física por um parceiro íntimo (UNWOMEN).

●       Práticas nocivas como o casamento infantil permanecem elevadas. Em países com baixo desenvolvimento humano, 39% das raparigas casam antes do seu 18º aniversário.

●        1 em cada 3 mulheres em todo o mundo já foram vítimas de violência baseada no género (OMS).

●       A nível mundial, 30% das pessoas acreditam que é justificável que um homem bata no seu parceiro.

●       As normas sociais tóxicas pré-existentes, combinadas com o aumento do stress económico e social causado por medidas de isolamento e dificuldades financeiras no agregado familiar, têm conduzido a um aumento da violência baseada no género.

●       A compreensão dos impactos diferenciados da crise COVID-19 através de dados desagregados por sexo é fundamental para conceber respostas políticas que reduzam as vulnerabilidades e reforcem a agência das mulheres. Não se trata apenas de corrigir desigualdades de longa data, mas também de construir um mundo mais justo e resiliente.

Para ajudar a apoiar este lançamento, temos o prazer de partilhar os seguintes materiais:

• Documentos sobre o trabalho dos dois painéis, desigualdade do gênero e crise do COVID-19: http://hdr.undp.org/en/content/gender-inequality-and-covid-19-crisis-human-development-perspective

• Blog sobre os painéis publicados no site global do PNUD (disponível em ENG, SP e FR): https://www.undp.org/content/undp/en/home/blog/2020/what-does-coronavirus-mean-for-women.html

• Blog publicado no site do Escritório do Relatório sobre o Desenvolvimento Humano: http://hdr.undp.org/en/content/dashboard-overview-gender-inequality-and-covid-19-crisis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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