Mulheres produtoras de carvão vegetal da província do Huambo. © PNUD Angola, 2019

Celebramos hoje o Dia Internacional da Mulher Rural.

O Relatório de Desenvolvimento Humano RDH 2019 mostra que a desigualdade permanece muito alta na maioria dos países africanos. Segundo o Banco Mundial , cerca de 10 milhões de pessoas em 2019 ou um terço da população nacional, a população rural de Angola enfrenta grandes desafios, no âmbito de infraestruturas de água, saneamento seguro, serviços de extensão agrícola, redes de energia elétrica, infraestruturas de saúde com pessoal limitado. O Índice de Pobreza Multidimensional Global 2020, publicado pelo Instituto Nacional de Estatistica, revela que 84,2% das pessoas multidimensionais pobres vivem nas áreas rurais.

A esses elementos estruturais, os impactos adversos das alterações climáticas e da degradação da biodiversidade e dos serviços ecossistémicos somam-se aos desafios diários que se enfrenta nas áreas rurais de Angola.

As mulheres rurais, representam a metade da população, são figuras importantes na busca diária de soluções, no que diz respeito à energia, produção de alimentos, educação e gestão de recursos.

Destaca-se que em Cabinda e  Namibe, as mulheres rurais são as principais partes interessadas nos projetos do PNUD.

Mulheres produtoras de carvão vegetal da antiga floresta de Mitombo localizada na Aldeia de Capato, província do Kwanza Sul.© PNUD Angola,

Destaca-se que em Cabinda e  Namibe, as mulheres rurais são as principais partes interessadas nos projetos do PNUD.

A implementação de uma cadeia de valor sustentável para o carvão vegetal, principal fonte de energia em todo o país cuja produção representa um grande impulsionador do desmatamento, tem sido possível graças ao empenho das mulheres rurais das províncias do Huambo e Cuanza Sul, empenhadas em aprender novas técnicas sobre a produção de carvão vegetal, a gestão dos recursos florestais, através da criação de viveiros de árvores, bem como  a gestão dos grupo de conscientização ambiental, são algumas das atividades em que as elas participam para melhorar a gestão dos recursos naturais e promover o  desenvolvimento sustentável.

No Namibe, as mulheres estão também no centro do setor das pescas. O projecto sobre a criação da primeira área de conservação marinha de Angola , irá impactar positivamente as comunidades vizinhas, fornecendo treinamentos para melhorar a sua subsistência através de práticas sustentáveis ​​de pesca, ecoturismo, etc.

Em Cabinda e Malanje, o combate ao comércio ilegal de vida selvagem e ao conflito humano com a vida selvagem será alcançado através do apoio a meios de subsistência alternativos para cerca de 5.000 mulheres rurais, cujo o compromisso é considerado fundamental para contribuir para reinventar a relação entre as pessoas e a natureza em Angola.

As mulheres também são uma parte interessada e beneficiária do projeto Cuvelai implementado na província de Cunene, que visa melhorar a resiliência climática, redução do risco de desastres e resposta a emergências.Representam 50-60% dos beneficiários do projeto. Estas mulheres e raparigas rurais no Cunene beneficiaram de um melhor acesso à água, saneamento e higiene e gestão da comunidade; técnicas de agricultura mais nutritivas e resilientes ao clima, desenvolvendo a capacidade e o conhecimento das mulheres rurais para trabalhar como extensionistas rurais de base comunitária. Além disso, as mulheres rurais participam dos grupos de Redução de Risco de Desastres comunitários para estarem melhor informadas e preparadas para responder às emergências de desastres naturais e impactos das mudanças climáticas (secas, inundações, covid-19, etc.). Estão a adquirir conhecimentos através de um programa de rádio emitido três dias por semana em duas das línguas nativas mais populares do Cunene, enviando mensagens importantes e conversando de forma simples sobre temas técnicos fundamentais relacionados com clima, agricultura, silvicultura, energia, água, saneamento, saúde, solo, desastres, etc.), melhorando o seu acesso à informação.

As mulheres rurais são campeãs rurais e forças motrizes nas suas localidades, representando uma parte essencial e uma componente da sociedade necessária para alcançar uma mudança totalmente transformadora  e a construção da resiliência.

Segundo o Relatório analítico de género, elaborado pelo Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) com o apoio do PNUD em Angola, o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 5 – Alcançar a Igualdade de Género e Empoderar Todas as Mulheres e Meninas, responde aos desafios que permanecem como obstáculos à garantia dos direitos humanos das mulheres e meninas relacionadas com: a discriminação, a violência contra as mulheres e as raparigas, as práticas nocivas, o trabalho não remunerado e doméstico, a participação na tomada de decisões, o acesso à saúde sexual e reprodutiva e os direitos reprodutivos, os direitos económicos, e o acesso à terra e à tecnologia.

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