Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, 17 de Outubro. Tema 2020: Agindo juntos para alcançar a justiça social e ambiental para todas as pessoas

O tema do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza 2020 aborda o desafio de alcançar justiça social e ambiental para todas as pessoas. O crescente reconhecimento da pobreza multidimensional significa que essas duas questões estão interligadas e que a justiça social não pode ser realizada plenamente sem integrar a componente ambiental ao mesmo tempo. Embora tenha havido progressos na abordagem da pobreza monetária, houve menos sucesso em abordar as outras dimensões importantes da pobreza, incluindo o impacto crescente no ambiente, dentro de uma abordagem mais holística.

Pessoas que vivem em extrema pobreza, são muitas vezes  motivados em ajudar os outros, são as primeiras a agir de forma decisiva em suas comunidades em resposta à pobreza, às mudanças climáticas e aos desafios ambientais. No entanto, muitas vezes os esforços dessas pessoas e as suas experiências passam despercebidos e não são valorizados; sua capacidade de contribuir positivamente para as soluções é negligenciada muitas vezes; essas pessoas não são reconhecidos como motores de mudança e suas vozes não são ouvidas,o que representa uma oportunidade para as organizações nacionais e internacionais desenvolverem mais iniciativas para ouvir os pobres e suas preocupações específicas, bem como envolvê-los mais nos processos de tomada de decisão ..

Isso deve mudar. A participação, o conhecimento, as contribuições e a experiência das pessoas que vivem na pobreza e dos que ficaram para trás devem ser valorizados, respeitados e refletidos em nossos esforços para construir um mundo justo e sustentável no qual haja justiça social e ambiental para todos.

Impactos da COVID-19 e a Pobreza

O Banco Mundial considera que a crise da COVID-19 está a empurrar cerca de 40-60 milhões de pessoas no mundo para a pobreza extrema (que vivem com menos de US$1,90 por dia), das quais 23 milhões na Africa Subsariana.

A Comissão Económica das Nações Unidas para a África (UNECA) no seu último relatório 12 “Protecting Lives and Economies” estima que entre 5 milhões e 29 milhões de pessoas serão empurradas abaixo da linha da pobreza extrema de US$1,90 por dia devido ao impacto da COVID-19, comparado com a linha de base de 2020 do cenário de crescimento da África. De acordo com a UNECA, os agregados familiares vulneráveis atingidos pela COVID-19 enfrentam uma maior probabilidade de cair na pobreza transitória de 17,1%, uma maior probabilidade de 4,2% de permanecer na pobreza para uma década ou mais, e uma caída na probabilidade de sair da pobreza de 5,9%. Os mais elevados níveis de pobreza vão também exacerbar as desigualdades de rendimento existentes.

As políticas para responder à COVID-19 e promover a recuperação devem cumprir com a promessa de “não deixar ninguém para trás” assumida na Agenda 2030. É urgente enfrentar a pobreza a partir de uma abordagem multidimensional e corrigir as desigualdades, que têm aumentado na última década, incluindo não apenas as desigualdades de rendimento, mas também as desigualdades no desenvolvimento humano e as desigualdades de género.

O impacto directo da COVID-19 nas crianças, mulheres e jovens não pode ser subestimado, pois as medidas de quarentena global e nacional continuam a diminuir significativamente o rendimento e os activos ao nível familiar, e o aumento do custo de bens básicos, incluindo custos de suprimentos de biossegurança, como máscaras, sabão e desinfectante, e a redução no acesso a serviços sociais essenciais, como programas de alimentação escolar e programas de proteção à criança, adolescentes e jovens terão consequências de médio a longo prazo. As mulheres também são mais vulneráveis à fragilidade econômica durante o período de restrição de movimento por motivos que incluem sua grande participação no sector de empregos informais.

Como os sistemas que protegem mulheres e meninas, incluindo estruturas da comunidade, podem enfraquecer ou colapsar, devem ser implementadas medidas específicas para protegê-las do risco de violência.Em tempos de crise como a pandemia da COVID-19, como mencionado, mulheres e meninas podem estar em maior risco de violência por parceiro íntimo e outras formas de violência doméstica devido ao aumento das tensões na família.

Pobreza: Factos e números

  •  Em 2015, 736 milhões de pessoas viviam abaixo da linha de pobreza internacional de 1,90 dólares por dia.
  •  Em 2018, quase 8 por cento dos trabalhadores do mundo e suas famílias viviam com menos de 1,90 dólares por pessoa por dia.
  • A maioria das pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza internacional no mundo pertence a duas regiões: Sul da Ásia e África Subsaariana.
  •  Altas taxas de pobreza são freqüentemente encontradas em países pequenos, frágeis e afectados por conflitos.
  • Em 2018, 55 por cento da população mundial não tinha acesso a pelo menos um benefício em dinheiro de protecção social.
  •  Cerca de 40,6% da população de Angola vive abaixo da linha de pobreza nacional, com uma incidência de 29,8% na área urbana e 57,2% na área rural (INE, 2020. Relatório de Pobreza para Angola, IDR).
  • Entre 2015 e 2016, a incidência da pobreza multidimensional medida pelo Índice de Pobreza Multidimensional de Angola (IPM-A) foi 54,0%, sendo 35,0% na área urbana e 87,8% na área rural (INE, 2020. Pobreza Multidimensional em Angola).

 

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