O Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) Global, lançado esta quinta-feira, 16 de Julho, apresenta uma imagem actualizada da pobreza em todo o mundo, num quadro que pode ser dividido como o antes e o durante a pandemia da COVID-19.

O IPM foi produzido pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (PNUD) e pela Iniciativa de Pobreza e Desenvolvimento Humano (OPHI) da Universidade de Oxford e vai além das medições monetárias e de riqueza e revelando as várias privações sobrepostas que as pessoas vivem diariamente. Por exemplo, o IPM avalia a proporção de pessoas pobres em cada país e a intensidade dessa pobreza. Algumas das questões são, para além dos rendimentos, se as pessoas estão bem nutridas, se têm acesso a água limpa ou se frequentam a escola.

Nos últimos anos, entre 2000 e 2019, 65 países melhoraram seu valor de IPM, porque alcançaram progressos na incidência da pobreza multidimensional, ou seja, na proporção de pessoas pobres, e/ ou na intensidade da pobreza, isto é, quão realmente pobres são as pessoas pobres. Pelo menos 50 países, como a Índia, a China, o Paquistão e o Quênia, reduziram o número de pessoas que vivem em pobreza multidimensional.

Tudo apontava para um progresso estável significativo na redução da pobreza no mundo que, no entanto, veio a ser interrompido pela pandemia COVID-19.

Embora seja cedo para medir o aumento da pobreza multidimensional global após a pandemia, simulações e análises prévias baseadas nos impactos previstos da pandemia na nutrição e frequência escolar sugerem que esta poderá atrasar a redução multidimensional global da pobreza. Se não for enfrentada de maneira concertada e planeada, a crise poderá apagar as vitórias da última década.

Tendo uma real noção da natureza e da dimensão da pobreza multidimensional em todo o mundo, os tomadores de decisões políticas e dirigentes poderão responder melhor ao propósito número 1 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável: “acabar com a pobreza em todas as suas formas e em todos os lugares”.

A apresentação do IPM Global para 2020 considera os possíveis efeitos desta crise, com base nas estimativas do PAM e da UNESCO sobre os efeitos da COVID-19 na insegurança alimentar e frequência escolar.

Mensagens chave do IPM Global 2020:

• Dos 1,3 mil milhões de pessoas multidimensionais pobres; 82,3% são privados de pelo menos cinco indicadores, o que sublinha que a pobreza vai além da renda monetária e pode se manifestar de maneiras múltiplas e sobrepostas.

As crianças apresentam taxas mais altas da pobreza multidimensional: metade das pessoas multidimensionalmente pobres (644 milhões) tem menos de 18 anos. Uma em cada três crianças é pobre, em comparação com um em cada seis adultos.

107 milhões de pessoas multidimensionais pobres têm 60 anos ou mais de idade- o que pode ser uma figura particularmente importante durante a pandemia da COVID-19.

• 84,3% das pessoas multidimensionalmente pobres vive na África Subsaariana (558 milhões) e no Sul da Ásia (530 milhões).

• 67% das pessoas pobres multidimensionais está em países de rendimento médio, onde a incidência de pobreza multidimensional pode chegar a 57% no país e até 91% no nível subnacional.

• 84,2% das pessoas multidimensionais pobres vivem nas áreas rurais:

• Na África Subsaariana, 71,9% das pessoas nas áreas rurais (466 milhões de pessoas) são multidimensionalmente pobres em comparação com 25,2% (92 milhões de pessoas) nas áreas urbanas.

FICHA GLOBAL 2020: TÉCNICA SOBRE O IPM

• A atualização de 2020 do Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) Global abrange 107 países - 28 de baixo rendimento, 76 de rendimento média e 3 de alto rendimento - e 5,9 mil milhões de pessoas em regiões em desenvolvimento.

• Os valores e componentes do IPM Global são desagregados por faixa etária, região subnacional (1.279 no total) e, nas áreas rurais e urbanas.

• As estimativas para 25 países, cobrindo 913 milhões de pessoas, foram atualizadas a partir da versão 2019 do IPM Global.

Leia mais sobre o Índice de Pobreza Multidimensional Global 2020 

 

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