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Apesar dos progressos substanciais feitos em dimensões como educação, saúde e padrões de vida, as necessidades básicas de muitas pessoas no mundo continuam sem respostas. Ainda persistem grandes desigualdades nas dimensões chave do desenvolvimento humano. Nota-se avanços significativos nas capacidades básicas; contudo uma nova geração de desigualdades – está se desfraldando, em torno da educação, da tecnologia e das alterações climáticas – duas mudanças sísmicas que, sem controle, podem desencadear uma 'nova grande divergência' na sociedade não vista desde a Revolução Industrial.

Estas é uma  das  conclusões principais do Relatório de Desenvolvimento Humano 2019 (RDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).  O Relatório, será divulgado dia 9 de Dezembro na Colombia, com o título “Além do rendimento, além das médias e além do hoje: Desigualdades do Desenvolvimento Humano no Século XXI”.

“A desigualdade não é apenas o quando alguém ganha em comparação com o vizinho. Trata-se da distribuição desigual de riqueza e poder”, afirma o Administrador do PNUD, Achim Steiner. “O Relatório de Desenvolvimento Humano revela como as desigualdades sistémicas prejudicam profundamente a nossa sociedade e porquê. Esta é a nova face da desigualdade”, continuou o Administrador do PNUD, “mas há soluções”.

O RDH 2019 analisa a desigualdade em três etapas: além da renda, além das médias e além de hoje.

Mas o problema da desigualdade não está além das soluções, afirma o relatório, propondo diversas opções de políticas para resolvê-lo. O Relatório mostra que é possível abordar as desigualdades no desenvolvimento humano no seculo XXI através da combinação de políticas orientadas não só a reduzir as desigualdades nas capacidades básicas ainda existentes e redistribuir o rendimento, mais também a abordar as novas gerações de desigualdades emergentes, incluindo o empoderamento económico, político e social.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2019 e seu “índice-irmão”, o Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade 2019, estabelecem que a distribuição desigual na educação, saúde e padrões de vida obstruiu o progresso dos países. O relatório, portanto, recomenda políticas que considerem a renda, mas que também possam ir além dela, incluindo, entre outros, investimentos na primeira infância e ao longo da vida das pessoas, quando elas estão inseridas no mercado de trabalho e depois.

O RDH 2019 aponta também à necessidade de adoptar uma abordagem multidimensional sobre a pobreza – indo além da dimensão monetária – bem como a promoção de políticas para atender às necessidades das pessoas que são deixados para trás – como as pessoas com deficiência – e na promoção da igualdade e do empoderamento de género.

África

O RDH 2019 revela que África tem feito progressos significativos em termos de desenvolvimento humano. Por exemplo, desde 1990 a esperança de vida tem aumentado de mais de 11 anos em média na região.

O relatório destaca que pela primeira vez este ano, um país africano - Seychelles – integra o grupo de desenvolvimento humano alto. Outros países também estão subindo na mesma direcção. Quatro países - Botswana, Gabão, Ilhas Maurícias e África do Sul - estão agora no grupo de alto desenvolvimento humano e 12 países - Angola, Cabo Verde, Camarões, Congo, Guiné Equatorial, Eswatini, Gana, Quênia, Namíbia, São Tomé e Príncipe, Zâmbia e Zimbabue - fazem parte do grupo de desenvolvimento humano médio.

Os países africanos progrediram no desenvolvimento humano, melhorando sobre tudo em termos de educação primária e educação em geral. Contudo, uma nova geração de desigualdades está a emergir e pode ameaçar os progressos obtidos e futuros, em particular do desenvolvimento humano dos grupos mais vulneráveis da sociedade. Por exemplo, novas desigualdades estão a  tomar força a nível mundial em termos de educação terciaria, de impactos da crise climática e dos efeitos das transformações tecnológicas.

O RDH 2019 revela que a desigualdade permanece muito alta na maioria dos países africanos. Igualmente,  é nesta região que se regista mais perdas no valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2019, quando se consideram os dados do Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade 2019, que mostra a distribuição desigual nas dimensões de educação, saúde e padrões de vida.

A África do Sul experimenta a maior taxa de desigualdade de renda do mundo. Mais da metade da renda do país é detida pelos 10% mais ricos. No entanto, ao mesmo tempo, existem contra-tendências encorajadoras. Burkina Faso teve a maior diminuição da região na desigualdade de renda em 40%, cerca de duas vezes mais rápido que a média. A desigualdade de renda também diminuiu em Eswatini, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Lesoto, Mali e Namíbia.

O Relatório evidencia o desafio duplo para as nações africanas será garantir que os que estão mais para trás conseguem progredir e ter o essencial e, simultaneamente, assegurar que os outros conseguem acompanhar as novas exigências do mundo.

"À medida que o mundo muda, o mesmo acontece com as desigualdades importantes", diz Pedro Conceição, Director da Equipa do RDH do PNUD. “A boa notícia é que não é inevitável.”

Angola

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) serve tambem como uma medida para avaliar o progresso a longo prazo das três dimensões básicas do desenvolvimento humano: uma vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e padrões de vida decente.

O RDH 2019 mostra que o IDH de Angola é de 0,574 - o que coloca o país na categoria de desenvolvimento humano médio - posicionando-o em 149 dos 189 países e territórios considerados no Relatório. O valor do IDH de Angola está abaixo da média de 0,634 para os países do grupo de desenvolvimento humano médio.

No entanto, quando se desconta ao IDH de Angola o valor da desigualdade, o IDH cai de 0,574 para 0,392: uma perda de 31,8% devido à desigualdade na distribuição dos índices da dimensão do IDH.

O RDH 2019 inclui também o Índice de Desenvolvimento de Género, o qual mostra que o valor do IDH feminino para Angola é de 0,546 em contraste com 0,605 para os homens.

Desde 1990, a esperança de vida em Angola aumentou 15,5 anos, para atingir 60,8 anos, em média, no RDH 2019. O Relatório revela também que a população tem, em média, 11,8 anos esperados de escolaridade e 5,1 anos médios de escolaridade. O rendimento nacional bruto (RNB) per capita de Angola foi estimado em 5555USD em paridade de poder de compra.

Destaca-se em Angola, o lançamento das novos dados sobre o desenvolvimento foi feito pelo INE depois a finalização do RDH 2019: (i) a apresentação do Relatório sobre a Pobreza Multidimensional dos Municípios de Angola  e   (ii) o lançamento do Relatório Final do Inquérito de Despesas, Receitas e Emprego em Angola (IDREA 2018-2019). 

Por favor acesse os seguintes documentos:

Relatório Desenvolvimento Humano 2019 (versão inglesa)

Resumo dos Indicadores do Desenvolvimento Humano para Angola 2019

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