Figura 01 , © Unsplash/Ramon Salinero

O papel activo das Universidades que estão a trabalhar para fornecer soluções para mitigar os efeitos da COVID-19 no país mostra, claramente, que a responsabilidade social da academia vai além daformação de estudantes. A determinação demonstrada por várias Universidades de todo o país em servir o público em geral, a nível local e nacional é, no nosso entendimento, o que podemos esperar da comunidade académica em tempos bons e tempos  desafiantes.      

Apesar de todas as medidas tecnológicas e científicas tomadas até agora contra a o coronavírus, o escopo e os efeitos da pandemia também fizeram com que toda cadeia logística fosse duramente atingida pela doença, fazendo com que as tarifas de importação disparassem e as mercadorias demorassem mais para serem entregues. Em outras palavras, adquirir a maior parte da matéria-prima no país para desenvolver essas inovações tem sido uma luta para os inovadores, pois o material-chave necessário depende da importação. O impacto das restrições temporárias acabam por se reflectir no preço do produto final, ao passar para o nível comercial, trazendo alguns desafios para o dimensionamento, replicação e expansão da tecnologia.    

Outro aspecto igualmente importante, que vale a pena mencionar, é que, embora os investigadores por trás das intervenções sejam relativamente jovens e provenientes de diversas formações acadêmicas, o número de mulheres que fazem parte das equipas técnicas que mapeamos é muito baixo, ou inexistente em alguns casos. Esses dados não representam todo o perfil do país, mas podem ser usados como um indicador para reflexão e calibração do vazio que tem como ser preenchido pelo número de mulheres capazes.    

 

Figura 02: © Unsplash/ThisisEngineering RAEN

No entanto, numa nota mais optimista, essas soluções mapeadas dentro da academia podem ser tomadas como uma evidência do que realmente pode ser feito no país - mesmo em condições de trabalho difíceis como as que vivemos.   

Daí, uma parceria recente que o PNUD Angola estabeleceu com o MESCTI traça a criação de uma rede de inovação e tecnologia que se prevê apoiar, inicialmente, em 2 incubadoras piloto em universidades públicas. Espera-se que seja o primeiro passo para fomentar a criação de mais incubadoras e também um incentivo ao surgimento de novos empreendedores, que transformem as  suas ideias em produtos comercialmente viáveis. Além disso, a parceria também incluirá esforços conjuntos para a mobilização de fundos para apoiar actividades e outros objetivos comuns. Portanto, espera-se que qualquer investimento direccionado a instituições de pesquisa locais e regionais seja altamente valorizado e aplicado.  

Esperamos que tenha gostado desta matéria que sucede a: 

Parte 1: Por onde andam as universidades em época de COVID19?  Uma visão angolana

Parte 2: O que  está acontecer? Como a Academia está a responder à pandemia da COVID-19

Tem alguma pergunta para nós? Sugestão? Ou quer apenas saber mais sobre o Angola Accelerator Lab? Fale connosco em acce.lab@undp.org 

 

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