No Dia Contra a SIDA a ONU afirma que não pode haver direito à saúde sem lutar contra a discriminação

Dec 1, 2017

Luanda, 1 de Dezembro de 2017 - No contexto da celebração do Dia Mundial Contra a SIDA, a ONU manifestou estar disponível para lutar contra a doença ao lado do Ministério da Saúde de Angola, do Instituto Nacional de Luta Contra a SIDA (INLS) e das organizações da sociedade civil.

Paolo Balladelli, Coordenador do Sistema das Nações Unidas em Angola e Representante Residente do PNUD, falou em nome dos parceiros recordando que a ONUSIDA junto com a OMS, UNICEF, UNFPA e o PNUD são as entidades da ONU que trabalham no dia-a-dia junto com o Governo, bilaterais como o PEPFAR, multilaterais como o Fundo Global, Banco Mundial, ONGs internacionais, as pessoas a viver com o VIH/SIDA e a sociedade civil, salientando o papel da ANASO (Rede Angolana das Sociedades de Serviços de SIDA) que se fez representar no evento pelo seu Secretário Executivo, António Coelho.

Balladelli lembrou o lema das Nações Unidas para o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA deste ano “Direito à Saúde”: “O mundo não alcançará os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável – que incluem a meta de acabar com a SIDA até 2030 – sem que as pessoas alcancem o seu direito à saúde, que pode ter diversos significados, por exemplo, que nenhuma pessoa tenha mais direito que outra aos cuidados de saúde e que os serviços de saúde não discriminem as pessoas com VIH”. “Para alcançar a Agenda 2030 não há que deixar ninguém para trás. É com essa visão que devemos seguir lado a lado com as pessoas com VIH/SIDA deixadas para trás e exigir que ninguém tenha os seus direitos humanos negados”, referiu também Paolo Balladelli. 

Para além de tratar as pessoas vivendo com o VIH, é muito importante prevenir que os que não estão infectados continuem sem contrair o vírus. Com este objectivo, o Ministério da Saúde lançou hoje uma campanha de prevenção massiva, em conjunto com os parceiros como a ONUSIDA, o UNFPA e a ANASO. Nesse contexto, o Coordenador da ONU lembrou que se “estima que cerca de metade da população angolana  entre 15 e 49 anos não dispõe de informação correcta sobre os métodos de prevenção do VIH. O teste de VIH precisa de ser acessível, rápido e confidencial”.

Paolo Balladelli manifestou a importância da implementação do programa “Testar e Tratar” também lançado hoje pelo Ministério da Saúde, destacando a sua importância: “Esta estratégia terá um grande impacto em evitar novas infecções”. A Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Lutucuta, afirmou que a campanha “Testar e Tratar” é fundamental para alcançar as metas 90-90-90: que até 2020, 90% das pessoas a viver com VIH estejam diagnosticadas; que destas, 90% estejam em tratamento; e que 90% das pessoas deste último grupo tenham carga viral indetectável. O programa conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), através da criação de um grupo técnico nacional. O Ministério da Saúde destacou também a importância de uma Aliança Global de prevenção do HIV, em conjunto com a ONUSIDA e com o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA).

 

Discurso proferido pelo Dr. Paolo Balladelli, Coordenador Residente do Sistema das Nações Unidas em Angola  e Representante Residente do PNUD

Foto: O Coordenador Residente da ONU em Angola junto da Ministra da Saúde e do Secretário Executivo da ANASO na celebração do Dia Mundial de Luta contra a SIDA

© PNUD Angola