Declaração do Administrador do PNUD, Achim Steiner, pelo Dia Internacional dos Direitos Humanos

Dec 10, 2017

Os seres humanos nascem livres e iguais, tanto em direitos quanto em dignidade. Esse é o princípio fundamental consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948.

Esse ideal é tão relevante e urgente hoje quanto era há 70 anos, quando nações emergiram das sombras da Segunda Guerra Mundial e, juntas, juraram proteger os direitos e a dignidade de todas as pessoas.

Depois de 70 anos, esses direitos permanecem um fundamento da missão e do mandato das Nações Unidas.  Ainda hoje, eles estão sob ameaça em muitos lugares do mundo. Ainda hoje, salvaguardá-los exige nossa atenção e nossa vigilância.

Para a comunidade do desenvolvimento, os direitos humanos são a fundação sobre a qual se constrói nosso trabalho.

Quando nos propomos a empoderar os mais pobres e mais vulneráveis, quando apoiamos governos na construção de instituições fortes, justas e inclusivas, quando apoiamos o fornecimento de serviços essenciais e infraestrutura, nós estamos ajudando a estabelecer as condições 

necessárias para as pessoas viverem com dignidade e oportunidade.

Ao nos preparamos para comemorar o aniversário de 70 anos da Declaração, em 2018, vamos nos concentrar novamente no espírito que ela encarna.

Vamos recordar que a Declaração é muito mais que um nobre idealismo. Os direitos que ela consagra protegem indivíduos, comunidades e, finalmente, o respeito e a coesão social que nos une.

Juntamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 2030, os direitos humanos oferecem um caminho para um mundo livre de discriminação e exclusão, um mundo de paz e prosperidade sustentável, um mundo onde ninguém seja deixado para trás.