Ministério do Ambiente e PNUD Angola dão início as actividades do Projecto Carvão Vegetal

Dec 1, 2017

Sob a égide do Ministério do Ambiente (MINAMB) e com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola decorreu no dia 1 deste mês, na província do Huambo o workshop de apresentação do início das actividades do projecto “Promoção do carvão sustentável em Angola através de uma abordagem da cadeia de valor” (Projecto Carvão Vegetal).

Cinco comunidades-piloto, sendo 3 na província do Huambo e 2 no Cuanza Sul, receberão uma formação de 2 anos no uso sustentável da biomassa florestal e no uso de tecnologias mais eficientes para a produção de carvão vegetal. Com essas formações e a consequente adoção de tecnologias melhoradas espera-se reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) durante o processo de produção do carvão por meio da introdução de fornos melhorados e mitigar a pressão na floresta através de uma melhor gestão dos recursos florestais.

Durante o período de 2 anos, funcionários do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) e outros técnicos do governo também receberão capacitação teórica e prática em métodos de gestão florestal e produção eficiente e sustentável de carvão vegetal. Destaca-se que as instituições responsáveis pela implementação directa das formações e capacitações – as ONGs ADPP e COSPE e o consórcio das universidades UJES e Universidade de Córdoba, Espanha – apresentaram o plano de trabalho e a metodologia que serão utilizadas para a execução das actividades. O evento foi um marco importante para o projecto, pois permitiu uma discussão ampla e coletou contributos de diferentes actores locais. Foi igualmente uma oportunidade de harmonizar as actividades do projecto com outras acções que já estão sendo implementadas por outras organizações e de incorporar novas perspectivas de abordagem para acções futuras que serão desenvolvidas pelo projecto.

O evento contou com a participação do governo provincial e da administração municipal do Huambo, com representantes do IDF Luanda, Cuanza Sul e Huambo, representantes da Development Workshop, ADRA e ISCED, Instituto de investigação agrária e jornalistas.