Governo de Angola e PNUD trabalham juntos para criar a primeira Área de Conservação Marinha do país

Nov 17, 2017

Luanda,16 de Novembro 2017 - Na primeira semana de Novembro, o Ministério do Ambiente   recebeu uma equipa de consultores internacionais nomeadamente Malcolm Jansen do Sri Lanka, Verónica Guerreiro de Portugal, Warwick Sauer e David Vouden da África do Sul para apoiar a elaboração do documento do projecto “Criação de Áreas Protegidas Marinhas em Angola” para o Fundo Global do Ambiente (GEF) com o apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A equipa trabalhou com representantes do Instituto Nacional de Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC) - sob a tutela dos Ministérios do Ambiente, das Pescas e outros parceiros de entidades governamentais e não-governamentais para identificar o local mais adequado para a criação da primeira área de conservação marinha do país e desenvolver um esboço das componentes e actividades deste novo projecto a ser implementado provavelmente no começo de 2019.

Depois de um dia inteiro de workshop realizado no dia 1 de Novembro no edifício das Nações Unidas, onde os parceiros do projecto apresentaram o contexto do planeamento espacial marinho e conservação na costa angolana e discutiram o novo projecto, a equipa de consultores, INBAC e o PNUD seguiram para a Província do Namibe para visitar o local escolhido para a primeira Área de Conservação Marinha de Angola entre a cidade pesqueira de Tômbwa e a fronteira com a Namíbia (Foz do Cunene), incluindo a Ilha dos Tigres. Esta área adjacente ao Parque Nacional do Iona é conhecida por sua abundância de peixes, atraindo pescadores comerciais e desportivos, e é lugar de desova para muitas espécies marinhas. É também uma área de excepcional abundância de aves marinhas, colónias de focas e avistamento ocasional de baleias, juntamente com a paisagem costeira deslumbrante, incluindo grandes dunas de areia que terminam directamente no oceano, e a proximidade com as atracções terrestres do Parque Nacional do Iona com suas planícies áridas habitadas por oryx e cabras-de-leque. Estas características fazem da área uma atracção turístico potencial de importância regional. O ecossistema costeiro e marinho é, no entanto, também bastante sensível aos distúrbios e ao uso excessivo, sendo a gestão e o monitoramento da área de grande importância para sua conservação a longo prazo.

De realçar que no âmbito da visita e discussões, que incluíram dois encontros com Sua Excelência o Governador da Província do Namibe, Sr. Carlos da Rocha Cruz, a equipa de consultores com apoio do PNUD, INBAC e outros parceiros irá desenvolver nos próximos meses o documento do projecto que será submetido ao GEF para aprovação final. A criação da primeira área de conservação marinha do país é uma das prioridades seleccionadas pela Ministra do Ambiente de Angola para alocação dos recursos do GEF6. Outras prioridades identificadas para financiamento e já aprovadas pelo GEF incluem a supressão do comércio ilegal de espécies selvagens e apoio à energia renovável.