Angola é o primeiro país a alcançar cobertura completa de vacinação contra a Febre-amarela

Nov 4, 2017

Samba Cajú, Kwanza Norte, 4 de Novembro de 2017 - Numa festa colorida e animada, com famílias e crianças do município de Samba Cajú, as autoridades autoridades de saúde, chefiadas pela Ministra Silvia Lutukuta, reuniram-se para lançar a nona fase da campanha de vacinação contra da febre-amarela.

Acompanharam a delegação do Ministério da Saúde, o Governador da província do Kwanza Norte, José Maria Ferraz dos Santos, o Secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, o Secretário de Estado para a Reforma do Estado, Márcio de Jesus Lopes, o Coordenador Residente das Nações Unidas e Representante do PNUD, Paolo Balladelli, a Representante Adjunta do UNICEF, Patrícia Portela de Souza, o representante da OMS em exercício, Javier Aramburu, e o Embaixador da Rússia Vladmir Tararov.

A última fase da campanha contra a febre-amarela que tem a duração de 10 dias permitirá aumentar a população do pais dos actuais 21 milhões para mais de 24 milhões, quer dizer de 82 a 91 por cento da população geral do país.

Num esforço sem precedentes, o País e os seus parceiros internacionais entre os quais as Agências das Nações Unidas, países como a China, a Rússia, os Estados Unidos, Cuba, assim como o Banco Mundial, GAVI, e ONGs como Médicos sem Fronteira-Espanha e Medicus Mundi, têm colaborado incansavelmente nos últimos dois anos para interromper a expansão da Febre-amarela que afectou 16 das 18 províncias do país e ameaçava expandir-se aos países vizinhos.

Depois da epidemia de Ébola, a resposta a Febre-amarela foi considerada pela ONU o êxito de saúde pública mais importante em África, determinando um grande avanço da resposta sanitária.

O Sistema de Gestão de incidentes da OMS na cooperação do nível regional e global permitiu a colaboração de mais de 250 técnicos, entre peritos em gestão, epidemiólogos, laboratório, logísticos, vacinação, mobilização social, controlo vectorial, saúde de fronteiras e regulamento sanitário internacional.

Através do Grupo Internacional de Coordenação para o Fornecimento de Vacinas, o sistema logístico internacional do UNICEF garantiu o fornecimento de 24,4 milhões de doses de vacinas, com 6,5 milhões pagas directamente pelo UNICEF. De destacar, o apoio da Federação Russa que assegurou em 2016 a disponibilização de um adicional de 3.4 milhões de doses de vacina da Febre-amarela, através do UNICEF, para Angola. No seu programa de comunicação, o UNICEF garantiu que mais de 3,000 mobilizadores em todo território nacional fossem treinados.

O Coordenador das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladelli, afirmou ser evidente que “Angola precisa uma mobilização de recursos nacionais e internacionais para um financiamento sustentável da saúde”. “A saúde é indispensável para erradicar a pobreza, diminuir a mortalidade e acelerar a economia do país para o desenvolvimento sustentável e atingir as metas da agenda 2030 dos ODS e da graduação a pais de renda media”, concluiu.

As Nações Unidas – frisou Balladelli – “reiteram o compromisso em continuar a apoiar as acções de saúde e vacinação através das suas agências OMS, UNICEF, FNUAP, PNUD e os parceiros em saúde como o Banco Mundial, o Fundo Global para o VIH, Malária e Tuberculose, as cooperações bilaterais assim como das ONGs, para ter uma Angola saudável, forte, socialmente desenvolvida, e motor no desenvolvimento da África e no mundo”.

No âmbito do programa de imunização, a garantia da disponibilidade de vacinas, a cadeia de frio, o transporte e o envolvimento comunitário são fundamentais para o bom funcionamento do sector. Esta mobilização de recursos é particularmente importante hoje, com a saída de Angola da lista de países prioritários do programa da Aliança Global de Vacinação, GAVI.

Discurso do Coordenador Residente da ONU e Representante do PNUD em Angola, Paolo Balladelli

Photos: UNICEF Angola