ONU em Angola reúne com a missão de observação eleitoral da SADC

Aug 18, 2017

Luanda, 18 de Agosto 2017 - O Coordenador Residente do Sistema das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladelli manteve um encontro com a delegação da missão de observação eleitoral da SADC (SEOM), chefiada pela Vice-Ministra dos Negócios Estrangeiros da Tanzânia, Suzan Kolimba em Talatona.

O encontro teve como objectivo trocar impressões sobre o processo eleitoral no âmbito dos contactos que a missão vem mantendo com os actores políticos, da administração eleitoral, sociedade civil, corpo diplomático, entre outros. A missão da SADC que está em Angola desde o dia 9 de Agosto do ano em curso, informou sobre as actividades desenvolvidas até a data e os planos de trabalho que serão desenvolvidos até ao final do processo. 

Na sua intervenção, o alto funcionário da ONU informou a delegação da SADC de que as Nações Unidas consideram este processo eleitoral de extrema importância para a consolidação da democracia e tem prestado apoio através de um projecto implementado pelo Observatório Eleitoral Angolano (OBEA), uma iniciativa de um fórum de organizações da sociedade civil coordenado pelo Instituto Angolano sobre Sistemas Eleitorais e Democracia (IASED). Considerou que apesar das reclamações feitas pelos partidos políticos sobre alguns incidentes de intolerância política, a campanha tem ocorrido num ambiente geral de calma e paz. O diplomata também informou que nos encontros que tem mantido com os actores políticos tem apelado para necessidade de todos actores agirem com transparência, dentro de parâmetros da legalidade, na base da aceitação da diferença, evitando actos de intolerância política e recorrendo aos mecanismos legais existentes para dirimir qualquer diferendo que possa existir durante o processo.

De realçar que a delegação da missão da SADC que visita Angola integra 70 observadores de nove estados membros nomeadamente Botswana, Lesoto, Malawi, Moçambique, África do Sul, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe. A equipa vai trabalhar com  observadores em 14 das 18 províncias de Angola.