Organizações da Sociedade Civil em Angola beneficiam de um workshop em Liderança, Empoderamento e Gestão de Projectos

May 12, 2017

Luanda, 12 de Maio de 2017. No âmbito do compromisso do país e de seus parceiros para o alcance das metas de 90/90/90 até 2020 e da declaração política de 2016 sobre o VIH, no sentido de eliminar a epidemia da SIDA até 2030, ANASO, a Rede angolana das organizações de serviços de VIH/SIDA (ANASO), realizou o workshop em epígrafe com o apoio técnico e financeiro do Programa conjunto das Nações Unidas contra o VIH/SIDA (ONUSIDA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola.

O workshop decorreu de 10 a 12 de Maio, no Instituto Nacional de Luta contra SIDA (INLS), em Luanda, e foi dirigido à 26 participantes representando a liderança das Organizações da Sociedade Civil (OSC) envolvidas na resposta nacional de luta contra o VIH/SIDA.

Durante a cerimónia de abertura, o Director do PNUD em Angola, Dr Henrik Larsen, realçou os compromissos do PNUD na área da saúde, referindo a Estratégia “VIH, Saúde e Desenvolvimento” da organização (2016-2020) e a sua parceria de longa data com o Fundo Global. No quadro da sua Estratégia, o apoio do PNUD para o Workshop se inscreve no quadro do engajamento da instituição para o empoderamento da sociedade civil em geral, e da ANASO em particular, com um enfoque sobre a inclusão dos grupos vulneráveis, marginalizados e excluídos.

A Directora da ONUSIDA em Angola, Dr.ª Sihaka Tsemo lembrou aos participantes os compromissos dos Estados Membros das Nações Unidas e da sociedade civil, através do mundo para a aceleração da resposta mundial afim de acabar com o VIH/SIDA até 2030. Para este fim, apelo a sociedade civil angolana a “passar à uma altura superior” e à “uma maior prestação de contas”.

A Diretora Geral do INLS, Dr.ª Maria Lúcia Furtado apresentou o Instituto como “um aliado da sociedade civil”, contribuindo ao longo dos anos com a mobilização dos recursos para o engajamento continuo da sociedade civil na resposta ao VIH/SIDA.

A Presidente da ANASO, Dr.ª Teresa Cohen partilhou com os participantes uma perspectiva histórica do envolvimento da sociedade civil na luta contra o VIH/SIDA em Angola. Referindo às três competências escolhidas para o Workshop, a Presidente definiu a liderança como “o arte de saber comandar e atrair pessoas”, insistiu sobre a união da sociedade civil como condição do seu empoderamento, e realçou a necessidade para a sociedade civil de continuar a fortalecer a sua capacidade em termos de gestão.

O objectivo deste workshop consistiu no reforço das OSC envolvidas nos programas de prevenção do VIH e de acompanhamento dos grupos afectados pelo VIH/SIDA, em competências de liderança, empoderamento e gestão de projectos no contexto do Procedimento Acelerado para eliminar a epidemia da SIDA até 2030.

De realçar que o tema sobre Liderança foi ministrado pela Assessora de Direcção do INLS, e Consultora do PNUD, Dr.ª Cláudia de Barros, o segundo tema referente ao Empoderamento pela Coordenadora do “Projeto Fundo Global” do PNUD, Dr.ª Mamisoa Rangers e o terceiro sobre a Gestão de Projectos pelo Especialista Formador em Gestão de projectos, Dr. António Cardoso.

Palavras de participantes

Elisabeth Duarte, Coordenadora das Provedoras de Cuidados: “a formação foi muito proveitosa, vou replicar junto dos provedores de cuidados, o que aprendi durante esta formação, que foi muito valiosa, no quadro de reforço dos conhecimentos sobre o VIH, prevenção e acompanhamento dos grupos afectados pelo VIH/SIDA, em liderança, empoderamento e gestão de projectos”.

Carlos Fernandes, Presidente de Iris, Associação dos LGBTI em Angola: “reconhecemos o apoio que temos recebido dos varios parceiros, e esta formação é uma grande oportunidade para a nossa organização em termos de competências de liderança e empoderamento  no seu impacto de crescimento, desenvolvimento e sucesso dos indíviduos, equipas e organizações para alcançar os 90/90/90 até 2020, ou seja  como vamos trabalhar ao nível das nossas actividades, como líderes e gestores. Deve haver mais iniciativas desta natureza, porque ao nível da sociedade civil nós é que vamos às comunidades,  para atingirmos as metas que são propostas”.