Nações Unidas assinala o dia 25 de Novembro – Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Nov 25, 2016

Luanda, 25 de Novembro de 2016 – O Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres marca o início da Campanha anual  dos 16 Dias de Activismo Contra a Violência de Género  que termina no10 de Dezembro (Dia dos Direitos Humanos). Esta  campanha é  estratégica para indivíduos e organizações, em todo o mundo, chamarem a atenção para a prevenção e eliminação da violência contra mulheres e meninas. A campanha foi originada pelo primeiro Women's Global Leadership Institute, em 1991, e é coordenada pelo Centro de Liderança Global das Mulheres.

Com o objectivo de apoiar esta iniciativa da sociedade civil, a campanha UNiTE para Eliminar Todas  as Formas de Violência Contra as Mulheres, promovida anualmente pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, exige uma acção global para aumentar a sensibilização mundial e criar oportunidades de debate sobre os desafios e possíveis soluções. O tema para este ano de 2016, é “Orange the World: Angariar Fundos para acabar com a violência contra as mulheres”.

A cor laranja é a cor oficial da campanha UNiTE, simbolizando um futuro sem violência contra as mulheres e rapariga. Esta iniciativa chama todas as pessoas de todas as partes do mundo para alaranjarem o mundo e darem um passo em frente nos esforços para eliminar todas as formas de violencia contra mulheres e crianças.

Na sua mensagem o Secretário-Geral da ONU, considera que a violência contra as mulheres e meninas impõe custos em larga escala às famílias, comunidades e economias. Quando as mulheres não podem trabalhar como resultado da violência, seu emprego pode ser posto em risco, pondo em risco a renda muito necessária, a autonomia e sua capacidade de deixar relações abusivas. A violência contra as mulheres também resulta em perda de produtividade para as empresas e condiciona os recursos dos serviços sociais, do sistema de justiça e das agências de saúde. A violência doméstica e do parceiro íntimo continua generalizada, agravada pela impunidade desses crimes. O resultado final é o enorme sofrimento, bem como a exclusão das mulheres de desempenhar o seu papel pleno e legítimo na sociedade.

Ban Ki-moon defende que o mundo não pode pagar esse preço. Mulheres e meninas não podem pagar - e não devem ter. No entanto, tal violência persiste todos os dias, em todo o mundo. E os esforços para enfrentar este desafio, embora ricos em compromissos políticos, são fracamente financiados.

O Coordenador Residente do Sistema das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladelli, destacou a importância da Agenda 2030, em particular do promissor Objectivo do Desenvolvimento Sustentável 5,  para eliminação da violência contra mulheres e meninas. “Estruturas como a dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, que incluem objectivos específicos para acabar com a violência contra as mulheres e as raparigas, oferecem enormes opportunidadas, mas requerem um financiamento adequado para trazer mudanças reais e significativas na vida das mulheres e das raparigas.”

A violência contra as mulheres é uma violação de direitos humanos mais tolerada no mundo, desenraiza-la é tarefa de todos. Fontes de dados fiáveis e estatísticas actualizadas são factores decisivos para tornar a eliminação de violência contra mulheres e meninas uma prioridade na agenda internacional de desenvolvimento.

Iniciativas como do Ministério da Família e Promoção da Mulher em Angola, que lançou a linha telefónica denominada "SOS Violência Doméstica” em Novembro de 2015, que para além de prestar apoio imediato às vitimas é uma ferramenta de efectiva monitorização,  motivam e apelam para mais acção -  acabar com este flagelo social agora, de uma vez por todas!