"Financiamento da industrialização em África: Desafios e estratégias vencedoras"

Nov 20, 2016

20 de Novembro de 2016

O Secretário-Geral da ONU pede políticas transformadoras com efeito no sector privado, novas empresas e parcerias; continente é um dos que cresce mais rápido no mundo; idade média africana está abaixo de 20 anos.

No Dia da Industrialização de África, assinalado no dia 20 de Novembro, as Nações Unidas sensibilizam sobre a importância de mobilizar fundos para uma industrialização inclusiva e sustentável na região.

Para o Secretário-Geral, as Nações Africanas precisam abraçar políticas transformadoras. A meta é incentivar o crescimento do sector privado, facilitar as iniciativas empresariais, aumentar o investimento e gerar parcerias duradouras.

Recursos

Ban Ki-moon defende que os investidores precisam notar os benefícios de financiar programas, projectos, empresas e recursos humanos da região.

Nos últimos 20 anos o continente teve um crescimento do Produto Interno Bruto combinado de uma média de 4,7% por ano.

Para o chefe da ONU, apesar da leve desaceleração após a baixa dos preços dos bens básicos, as condições de financiamento mais restritivas e secas em 2015 "África ainda está entre as regiões com o crescimento mais rápido no mundo."

A outra característica africana é ser um continente jovem, com "uma média de idades abaixo de 20 anos".

Crescimento

Para atingir a Agenda 2063 da União Africana e “uma África próspera com base no crescimento inclusivo e do desenvolvimento sustentável”, Ban defende que se criem milhões de novos empregos de alta produtividade por ano na região.

O Secretário-Geral considera que acelerar a industrialização e a expansão da capacidade produtiva e de valor é fundamental para sustentar um maior crescimento económico no continente.

Sustentabilidade e resiliência

A mensagem de Ban menciona o Objectivo 9 da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável que destaca a indústria, a inovação e a infraestrutura com foco na sustentabilidade e resiliência.

O representante cita que pesquisas revelam que a produção e a indústria "não são somente as mais importantes fontes de emprego mas também têm um efeito multiplicador positivo."

O secretário-geral sublinha que todo o trabalho na indústria transformadora pode criar pelo menos outros dois postos de emprego em outros sectores.

Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/