Ministério de Relações Exteriores promove diálogo do Executivo com as Nações Unidas em Angola

Sep 13, 2016

Luanda, 13 de Setembro de 2016 – A equipa das Nações Unidas em Angola esteve reunida hoje em Luanda com o Executivo Angolano, num diálogo Estratégico presidido pelo Secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto,  para, segundo o Coordenador do Sistema das Nações Unidas, Paolo Balladelli "analisar a cooperação do Sistema das Nações Unidas e reforçar parcerias que sirvam para Angola".

Na sessão de abertura, o Secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, considerou que “a Agenda 2030 e a consolidação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento - ODS são um compromisso do país, porque integra determinantes para a redução da pobreza, o acesso à educação e saúde, a diversificação da economia com a criação do emprego e modernização da agricultura, mobilização de recursos e a graduação do país, entre outras, e às quais a cooperação das Nações Unidas constitui uma mais valia nas respostas aos desafios que elas colocam. “

Na sua intervenção, Paolo Balladelli destacou que "num momento de fragmentação da governação ao nível mundial, o País teve um papel activo no nível internacional para materializar acordos regionais e globais sem precedentes (Agenda 2030, Acordo para as mudanças climáticas, Acordo para o financiamento sustentável, Acordo de Sendai para a mitigação de riscos e desastres”. Também – frisou o Coordenador da ONU – estamos aqui reunidos para analisar o papel e o contributo da ONU e dos outros parceiros multilaterais na consolidação das Instituições angolanas, com o objectivo de refletir conjuntamente sobre como fazer o máximo uso das competências disponibilizadas e traçar prioridades conjuntas neste contexto. Igualmente, a parceria estratégica das Nações Unidas, do Banco Mundial, o BAD e o IMF podem ser aproveitadas para alcançar as prioridades nacionais traçadas no Plano Nacional de Desenvolvimento, bem como no processo de graduação do país para meio ingresso e na implementação da Agenda 2030, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)” referiu.

Ao finalizar a sua intervenção, o alto funcionário das Nações Unidas em Angola, declarou que “a complexidade dos desafios da actual conjuntura internacional e nacional, precisam de uma abordagem integrada e multi-setorial ao planeamento, implementação e seguimento para o desenvolvimento sustentável nas suas componentes sociais - educação, saúde, família, habitação, ambiente; na economia, na justiça e democracia, e na redução das desigualdades”

Durante a sessão de debates no encontro, algumas das questões fulcrais abordadas nas discussões centraram-se no reforço da coordenação multissectorial e na disponibilização de dados pelas entidades competentes com vista à implementação das políticas de desenvolvimento e alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Salienta-se que,  este encontro teve como objectivo analisar o estado de cooperação, assim como alinhar a presença da ONU em Angola com as prioridades do País, tendo em conta o Plano quinquenal - UNPAF 2015-2019 – do Sistema das Nações Unidas –, a nova Agenda Mundial 2030 com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) e o processo de Graduação a País de Renda Média Renda que inicia este ano até 2021.

Este Diálogo Estratégico, foi proposto pela Direcção dos Assuntos Multilaterias do MIREX e contou com a participação de representantes das Direcções Geopolíticas do MIREX, Chefes de departamentos da DAM, representantes dos Gabinetes dos Secretários de Estado do MIREX, Directores de Intercâmbio dos Ministérios do Governo angolano que trabalham estreitamente com a ONU em Angola, entre outros.

No final do debate, ficou assente ao mais alto nível, que através do Sistema das Nações Unidas em Angola e os outros parceiros multilaterais, é possível alcançar uma forte coordenação entre as Agências e o Executivo Angolano, com abordagens multissectoriais, permitindo novas parcerias, participação da sociedade civil e do sector privado, com mobilização de recursos políticos, técnicos e financeiros, e uma forte liderança nacional.