MAT e parceiros internacionais lançam agentes de desenvolvimento comunitário “ADECO”

Sep 1, 2016

Malanje, 1 de Setembro 2016.  O Sistema da Nações Unidas em Angola à convite do Ministro do MAT, Bornito de Sousa e do Governador da Província de Malanje, Norberto Dos Santos Kwata Kanawa, participou hoje no lançamento do programa de ADECO. No evento, a ONU esteve representada pelo Coordenador Residente das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladelli e pelo Representante da OMS, Hernando Agudelo. Igualmente, assistiram o Workshop de Lançamento Altos membros do Executivo, representando os vários sectores ao nível dos Secretários de Estado da Saúde, da Educação, da Família, da Reinserção social, do Ambiente e da Agricultura, bem como o Director Geral do Fundo de Inversão Social, o Director do IFAL, a representante do Banco Mundial e a delegada da União Europeia.

Segundo uma definição das Nações Unidas “o desenvolvimento comunitário é uma estratégia pela qual os habitantes de um país ou região unem os seus esforços aos dos poderes públicos com o fim de melhorarem a situação económica, social e cultural das suas colectividades, de associarem essas colectividades à vida da Nação e de lhes permitir que contribuam sem reserva para os progressos do País”.

O Coordenador Residente da ONU em Angola destacou que “os ADECOs são muito relevantes para atingir nova Agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nas comunidades aonde operam. Eles – reiterou Balladelli – podem contribuir de uma maneira efectiva e eficiente para que os cidadãos, especialmente aqueles que vivem nas áreas rurais e periurbanas, possam ter um acesso de qualidade à saúde, bem como a outros serviços primários para a expressão dos seus direitos sociais, económicos e políticos. Entre esses direitos estão o saneamento básico, a educação, a eliminação dos riscos ambientais, o registo civil, a atenção personalizada à família”.

Na aréa de saúde, a prevenção  é primordial e menos onerosa que o tratamento de uma doença. A utilização de ADECOs para actividades de prevenção conduzirá á uma diminuição da pressão sobre o sistema de saúde e a uma melhor atenção para prevenir a Malaria, a Tuberculose (TB), o HIV/SIDA assim como as doenças transmitidas de mãe para filho.

De salientar que, o papel dos ADECOs passa pela mobilização social, promoção de comportamentos saudáveis, prevenção de doenças, acompanhamento do tratamento de algumas doenças transmissíveis, além de orientar as comunidades às unidades de saúde e vice-versa, registro infantil, higiene, utilização de água tratada, educação, entre outros.

Sistemas similares em alguns Países africanos, mostraram que ADECOs transferem conhecimento e tem um impacto de longo prazo, sobre as actividades da população e melhoram a qualidade de vida destas populações ao nível das suas comunidades.

Recorde-se que, o recente financiamento para o VIH do Fundo Global em Angola, sob a liderança do PNUD e do Ministério da Saúde, incidirá na utilização dos ADECOs, para a promoção e prevenção das doenças especificamente o VIH, malária e TB, reforçando assim o sistema nacional de saúde. 

O Sistema das Nações Unidas apoia e congratula o governo Angolano na introdução dos ADECOs como parceiro do sector público e criará sinergias onde for possível, para reforçar esta estratégias nas comunidades do País.