Conselho Nacional da Juventude solicita parceria às Nações Unidas no empoderamento dos Jovens Angolanos através de competências inovadoras

Jul 6, 2016

Luanda, 12 de Julho de 2016 - Num recente encontro com a nova Direcção do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), liderado pelo Director, António Mateus, apresentou as prioridades daquela entidade ao Representante Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola, para explorar oportunidades de parceria.

Nesse encontro, a CNJ ofereceu a sua plataforma para avançar os interesses dos jovens e permitir a integração dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos programas e políticas nacionais da juventude na Agenda 2030.

Ressalta-se que as Nações Unidas, através do PNUD e o CNJ, vão conjuntamente explorar o desenvolvimento de parceria através de acções e processos de consulta, interação e trocas de ideias, com o potencial de mobilização de  recursos e diversas  intervenções  programáticas no futuro. A parceria basear-se-à nos seguintes quatro eixos: i) Trabalho conjunto na monitoria, avaliação e revisão da política/plano nacional da juventude; ii) Exploração de oportunidades e meios de contribuir à criação de empregos para a juventude; iii) Envolvimento do CNJ, em representação da juventude Angolana, em acções relacionadas a integração dos ODS no plano nacional de desenvolvimento e no orçamento nacional; e iv) Exploração de oportunidades para Cooperação Sul-Sul entre o CNJ e instituições e organizações juvenis em África, entre outras.

Destaca-se, que um dos desafios das Nações Unidas é apoiar o Governo angolano em investir nos jovens para quebrar a espiral de pobreza e de fortes disparidades. Os jovens são o 80 per cento da população e são confrontados com riscos e desafios em matéria de ocupação, de saúde, educação, vivenda, transtornos alimentares, abuso de drogas e pela violência entre outros problemas. Nesse sentido, apoiar os jovens com ferramentas que precisam para melhorar as suas próprias vidas, contribui à formação  de uma geração de cidadãos economicamente independentes, que participam plenamente na vida cívica e contribuem activamente para a vida das suas comunidades, bem como para o sucesso da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.