MENSAGEM DO SECRETÁRIO GERAL SOBRE O DIA MUNDIAL DA MALÁRIA

Apr 25, 2016

Nova Yorque, 25 de Abril de 2016

Em todo o mundo, os novos casos de malária diminuiram 18% desde 2000.     

Em África, onde a gravidade da malária é maior, a taxa de mortalidade caiu em dois terços.

Entre 2000 e 2015, um número estimado de seis milhões de mortes por malária foram evitadas, em parte graças aos esforços relacionados com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

O aumento do financiamento mundial para a malária tem apresentado resultados impressionantes. Mais de metade das pessoas da África estão agora protegidos por mosquiteiros, relativamente menos de 2 por cento verificados em 2000.

O desenvolvimento e distribuição de testes de diagnóstico rápido permite que se detectem os casos e se adoptem medidas rapidamente para prevenir uma maior propagação da doença.

Estes avanços, combinados com o uso de desinfestação domiciliar e um tratamento com medicamentos eficazes, contribuiram para evitar centenas de milhões de casos de malária.

Investimento na prevenção e tratamento da malária é uma das formas mais rentáveis ​​para gastar os recursos. A Organização Mundial da Saúde estima que os esforços da luta contra a malária poupou cerca de 900 milhões em gastos de saúde desde 2001, para além das contribuições económicas das pessoas que de outra forma seriam doentes.

Hoje, no Dia Mundial da Malária, devemos celebrar essas notáveis realizações na batalha contra um dos maiores assassinos do mundo.

Mas, infelizmente, ainda estamos longe de eliminar a malária. No ano passado, 214 milhões de novos casos de malária foram identificados e mais de 400 000 mortes por esta doença. Cerca de 9 em cada 10 casos estavam na África.

A malária é um adversário terrível, por isso não há nenhuma garantia de que o progresso vai continuar. Se baixarmos a guarda, a experiência mostra que a doença pode voltar. Os mosquitos desenvolvem resistência aos insecticidas e os parasitas da malária podem se tornar resistentes aos medicamentos.

Felicto a Assembleia Mundial da Saúde pela definição de objectivos ambiciosos para 2030: reduzir os casos de malária e da sua taxa de mortalidade em pelo menos 90 por cento; e eliminar a malária em pelo menos 35 países.

O alcance  dessas metas exigirá significativamente um maior investimento no combate à malária. Contudo, será necessário algo mais do que o dinheiro, nomeadamente a vontade e liderança política.

No Dia Mundial da Malária, em que celebramos os nossos progressos na luta contra esta doença, causadora de numerosas mortes desde há muito tempo, exorto todos os envolvidos para que redobremos os nossos esforços para alcançar as metas da luta contra a malária para 2030.