Angola na COP21 em Paris participa na conferência mundial para salvar o planeta: o desafio comum dos países é reverter as mudanças climáticas

Dec 1, 2015

Luanda, 01 de Dezembro 2015 - Na sessão da COP21 dedicada às posições dos líderes do mundo, Manuel Vicente Vice-presidente da República de  Angola referiu na sua locução á agenda 2030 'Transformar o nosso mundo' recentemente aprovada em Nova Iorque, como o instrumento de política crucial para diminuir o fosso existente entre os países desenvolvidos e os menos desenvolvidos'. Realçou o Vice-presidente Angolano que a partir de Rio + 20 e dos ODM, nesta agenda propõe-se como prioridades absolutas a erradicação da pobreza e da fome, a protecção dos direitos humanos, a igualdade de género e a autonomia das mulheres, a protecção especial de todos os grupos vulneráveis'.

Insistiu que o desenvolvimento sustentável e a prosperidade devem ser baseados na protecção do planeta. Ainda considerou que "as decisões deverão respeitar as características especiais de cada país, incluíndo as particularidades éticas e culturais e o reconhecimento dos direitos humanos".

Frisou Vicente que a recente Conferência para o Financiamento organizada em Addis Ababa, mostrou que os compromissos concretos dos países desenvolvidos ainda carecem de definição para combater a pobreza extrema e os conflitos.

O primeiro dia da COP21 mostrou o engajamento dos países do planeta para contribuir com a  mitigação e adaptação às mudanças climáticas nos seus planos nacionais para reduzir a vulnerabilidade dos países e das comunidades. Uma sessão especial foi dedicada às promessas financeiras dos países desenvolvidos, ainda que se requerem mais esforços, para atingir resultados ambiciosos que permitam manter o aquecimento do planeta abaixo de 2 graus, contudo,  para os países menos desenvolvidos esse valor deveria ser diminuído a 1,5, como foi anunciado por Giza Martins na plenária do segundo dia em representação dos países menos desenvolvidos.

Angola, na pessoa do Secretário de Estado do Tesouro Leonel Silva, referiu à posição dos países menos desenvolvidos, afirmando que o esforço dos países mais desenvolvidos deveria ser maior, em quanto a sua responsabilidade para o país é elevada.

O Representante Residente do PNUD em Angola, membro da Delegação Angolana na Conferência sobre as Mudanças Climáticas em Paris, considera que a negociação destes dias vai ser crucial para reverter a velocidade e o impacto da mudança climática do planeta que afeita a segurança alimentar, a disponibilidade da água, entre outras consequências. Balladelli ressalva a declaração de Mary Robinson na sessão do GEF dedicada às experiências e lições do dia 1 da COP21 em Paris, afirmou que se precisa de uma justiça climática, no sentido de assegurar, nas recomendações que sairão desta Conferência em Paris, equidade e balanço entre os países desenvolvidos e menos desenvolvidos na luta contra as mudanças climáticas mediante acções de mitigação e adaptação.

Ouça o discurso do Vice-presidente de Angola pronunciado no dia dos líderes do mundo na COP21 Paris