Delegação de Alto Nivel de Angola participa na Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas (COP21) em Paris

Nov 27, 2015

Luanda, 27 de Novembro de 2015 – Uma Delegação Constituída por Altos Dirigentes Angolanos chefiada pelo Vice-Presidente da República, Manuel Domingos Vicente e integrada pela Ministra do Ambiente, Fátima Jardim e pelo Coordenador Residente das Nações Unidas  e Representante Residente do PNUD em Angola, deslocou-se no dia 27 de Novembro à Paris, para participar na Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas. Esta reunião mundial é oficialmente conhecida como a 21ª Conferência das  Partes (ou “COP”) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (CQNUAC), o órgão das Nações Unidas responsável pelo clima e será realizada de 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015, num local perto de Paris-Le Bourget (França). Na Conferência também se realizará a 11ª Reunião das Partes do Protocolo de Quioto.

Destaca-se que Angola como actual presidente dos Países Menos Avançados (LDC, na sigla em inglês) defendem que o Acordo de Paris deve incluir o objectivo de limitar o aumento da temperatura abaixo dos 1.5 ºC acima dos níveis pré-industriais. Esse alvo é de grande relevância para estes países enquanto os mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas.

A posição de Angola, engloba ainda aspectos ligados à criação de metas a longo prazo, acções concretas de adaptação, clareza nos compromissos financeiros, compromissos evolutivos de 5 anos, estratégias e acções de mitigação, o estabelecimento de mecanismos sobre perdas e danos, transparência nas acções de adaptação e mitigação, bem como o alargamento das áreas de capacitação.

A COP reúne-se todos os anos para tomar decisões relativas à implementação da Convenção e para combater as alterações climáticas. A COP21 terá lugar ao mesmo tempo que a CMP11, a 11ª reunião das Partes do Protocolo de Quioto, que supervisiona a implementação do Protocolo de Quioto e as decisões tomadas para aumentar a sua eficiência.

No final da conferência deverão ter atendido um total de 45 mil participantes: delegados em representação dos países, observadores, membros da sociedade civil e jornalistas. 20 mil pessoas terão acreditação que dá acesso à conferência, enquanto que as restantes poderão participar em debates, visitar exposições e visionar filmes numa área dedicada à sociedade civil que será construída perto do centro de conferências.

Não existem soluções rápidas ou mágicas para as alterações climáticas. O desafio do clima é um dos mais complexos que o mundo alguma vez enfrentou. No entanto, as alterações climáticas encontram-se agora no topo da agenda global e dos líderes de países, cidades, sector privado, sociedade civil e religiões, que estão a tomar medidas.

Durante o processo de preparação da conferência, mais de 150 países submeteram as metas nacionais de redução de carbono na atmosfera - o que corresponde a 90% das emissões globais. Um acordo em Paris não é um ponto de chegada, mas sim um ponto de viragem decisivo no modo como todos os países – actuando em conjunto, com base num acordo transparente e legal – traçarão um caminho para limitar a subida da temperatura global para menos de 2ºC, tal como fixado a nível internacional.