Executivo Angolano e Nações Unidas assinalam o Dia Mundial das Cidades sob o lema: Tornar as cidades inclusivas, seguras, duráveis e sustentáveis

Nov 2, 2015

Luanda, 2 de novembro de 2015 - Cidades desenhadas para que os seus moradores estejam mais próximos do trabalho e dos serviços, com acesso aos serviços como água, electricidade e terra; cidades limpas e saudáveis, "densas" para reduzir a sobre-exploração dos recursos naturais e onde o impacto de possíveis desastres é reduzido, seguras e com vizinhanças harmoniosas. Os participantes da comemoração do Dia Mundial das Cidades no sábado (dia 31), estiveram focados nestes valores e critérios, com um compromisso renovado de atingir o bem-estar para todos os cidadãos.

Assim declararam nas suas intervenções, durante o evento oficial, o Ministro do Urbanismo e Habitação em parceria com o Coordenador Residente das Nações Unidas em Angola e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos - ONU-Habitat, com a presença do Ministro de Administração e Território e da Vice-governadora da Província de Luanda. No referido evento, também foi também apresentado o Plano Director Metropolitano da Província de Luanda.

O Coordenador Residente das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladelli, que co-presidiu o acto de abertura com os Chefes das pastas de Urbanismo e de Administração e Território parabenizou “a República de Angola pelos resultados atingidos na articulação para obter cidades mais inclusivas e seguras em harmonia com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 11, também chamado de ODS das Cidades. Esta – reconheceu o Funcionário da ONU - é uma demonstração do compromisso do Governo de Angola com a Agenda de Desenvolvimento Sustentável para 2030, que irá substituir a Agenda de Desenvolvimento do Milénio de 2015, com o qual o Governo de Angola também esteve bastante engajado no seu cumprimento".

"A questão das cidades e dos assentamentos humanos exige esforços e coordenação multissectorial com um bom mecanismo de coordenação. Gostaria de enfatizar que 80% do tecido urbano e 75% da população de Luanda ainda vive em assentamentos informais, denominado localmente por musseques. Re-urbanizar os assentamentos informais é mais eficiente que mudar as populações a outras áreas e é parte integrante do ODS 11’.1’.

Ao finalizar a sua intervenção o funcionário das Nações Unidas sublinhou "Como Coordenador Residente e em nome também da Senhora Directora Executiva Assistente do Secretario Geral, Aisa Kacyira gostaria de reconhecer o contributo do Governo para financiar e apoiar a logística das Agências do Sistema das Nações Unidas em Angola. A presença do UN Habitat com a Política Nacional de Ordenamento do Território e Urbanismo (PNOTU) foi completamente financiada pelo Governo de Angola através do Ministério de Urbanismo. Este é um tipo de cooperação que pode ser estendida também às outras Agências ONU e estamos disponíveis para cooperar na Governação Local Participativa com o MAT e temos intenções de analisar com a Comissão Administrativa de Luanda uma ampla pasta de possíveis áreas para a assistência técnica" manifestou Paolo Balladelli. 

Leia na íntegra o discurso do Coordenador do sistema das Nações Unidas em Angola